Até o momento, 16 pacientes com distúrbios oculares já utilizaram esse recurso terapêutico
Devido a sua condição, Davi foi indicado para realizar o tratamento com o CSA. No Hemocentro de Belo Horizonte, ele se submeteu com tranquilidade à segunda coleta dos 50 tubos de sangue que, no caso dele, irão render 70 frascos de colírio, para uso nos próximos três meses.
O pai de Davi, Cristiano, comemora a notável melhora: “Antes ele pingava colírio a cada 1 hora, porque o olho sempre estava ressecado. Agora ele usa esse colírio a cada 3 horas, e a hidratação do olho melhorou bastante”.
Produção do CSA
Maurício Colombini Martins, bioquímico e gerente do Banco de Células do Cetebio, ressalta a importância da segurança no processo de produção do CSA. "O colírio só é liberado ao paciente após a certificação de que está apto para o uso", afirma. Martins também confirma os benefícios terapêuticos do produto, destacando que "pacientes com condições severas, como a síndrome do olho seco, apresentam melhora significativa na hidratação ocular com a sua utilização."
A presidente da Fundação, Kelly Nogueira, acrescenta que a produção do colírio é um marco para a instituição. “Houve um empenho de toda a equipe do Cetebio, da Secretaria de Saúde e do governo de Minas para que esta iniciativa se tornasse realidade. É mais um serviço de qualidade que a Hemominas disponibiliza para a população mineira”.
Indicações
O CSA é indicado para distúrbios graves da superfície ocular, como os causados por Síndrome de Sjögren, Síndrome de disfunção lacrimal e doença do enxerto contra o hospedeiro. Embora seja um produto para terapia convencional e não passível de registro sanitário pela Anvisa, ele é reconhecido pelo Conselho Federal de Medicina para uso terapêutico.
Atualmente, a Fundação Hemominas realiza a produção do CSA por meio de parceria com o Hospital São Geraldo, unidade funcional do HC-UFMG/Ebserh, especializado em atendimento médico oftalmológico.